A classificação que merecíamos. A virada que precisávamos.

Nos últimos dias teorizei, filosofei e busquei respostas do motivo pelo qual o time de futebol feminino do Corinthians hesitava nas fases agudas das competições. Qual aspecto poderia influenciar o aspecto psicológico de nossa forte equipe.

Não cheguei a conclusão alguma, se é que se interessam. Mas ponderei que é justamente nestes momentos que, infelizmente, a Fiel mais se aproxima da equipe. Calma! Não quero com isso dizer que a torcida não deva comparecer. É o contrário. É possível que as meninas se sintam pressionadas quando os estádios começam a encher exatamente pelo pouco apoio nos jogos no decorrer do ano.

É inegável que o público do futebol feminino é baixo, embora neste ano tenha melhorado. Mas a assistência em jogos de temporada ainda não se compara ao das fases finais.

Diante deste contexto, a vitória e classificação na bacia das almas contra o Flamengo, de virada, pela semifinal do Brasileirão feminino foi, além de merecida, fundamental para o ganho de confiança.

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Entrei na Fazendinha quase ao final do 1º tempo após presenciar o título da Copa do Brasil de Futsal. Na fila de revista policial pude ouvir a comemoração do gol de abertura do placar de Gabi Zanotti, que igualava o agregado das semifinais em 2 a 2.

No começo da etapa final, a Maga Adriana recebeu em profundidade, ajeitou o corpo e bateu na saída da goleiro Kaká para ampliar e colocar o Timão na frente do marcador da eliminatória.

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Tudo ia bem, mas a goleira Lelê foi encoberta por um cruzamento de Ju, que igualava novamente a série. O ânimo do time decaiu. E foi difícil recuperar. Ainda mais que, pouco depois, Fernanda Palermo acertou um tirambaço do meio da rua para empatar e peleja e recolocar o Fla em vantagem na semifinal.

As pernas alvinegras começaram a pesar, o raciocínio se desvirtuou, as escolhas se precipitavam e todo o enredo das últimas quatro eliminações para equipes nacionais – considerando as duas como parceira do Audax – se materializou. Arthur Elias foi expulso por reclamação.

Somente uma bola fortuita mudaria o trágico cenário que se anunciava: após 42 jogos de invencibilidade, eliminação nas duas competições do ano na hora H.

E a fortuna surgiu para iluminar o caminho das mosqueteiras. Aos 42′, Diany, que entrara 2 minutos antes, completou de cabeça a cobrança de falta de Adriana. 3 a 2 no duelo e 4 a 4 no confronto. Decidiria-se a vaga nos penais.

E se definiu mesmo. Mas só em um. Três minutos depois, chute de fora da área de Gabi Zanotti, a árbitra viu desvio no braço e anotou pênalti que Millene cobrou. A pelota tocou no travessão, bateu no chão, voltou no travessão e entrou ecoando a euforia no PSJ.

Uma vitória sensacional para dar confiança a excelente equipe que possuímos e fazê-las acreditar que vencer também é possível.

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Agora, a final será contra o Rio Preto, nosso algoz no Paulistão de 2017 e que eliminamos na semifinal do Brasileirão do ano passado. O primeiro jogo será no interior, na próxima quarta-feira.

* A imagem destacada é do Bruno Teixeira; as imagens do corpo do texto são de Fabio Preturlon.

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